Rio 2016 - De 1993 até o Pan 2007

Pan 2007 coloca Rio na fase final para 2016

Obrigado, Cesar Maia!

O grande responsável pela conquista do Rio 2016 é aquele que batalha por isso desde 1993, aquele que, junto ao COB, bancou duas candidaturas da cidade aprendendo e melhorando o projeto em cada uma, aquele que sempre acreditou, aquele que topou transformar o projeto inicial modesto do Pan em algo grandioso para tornar o Rio uma cidade olímpica, aquele que teve um custo político altíssimo por realizar o Pan 2007 (sem o qual jamais teríamos chance de conseguir o Rio 2016), sacrificando o orçamento da cidade porque governos federal e estadual lavaram as mãos e não cumpriram com suas partes financeras, aquele que por isso é covardemente atacado pela imprensa carioca.

Esse homem é o Cesar Maia. Muito devemos a ele por estarmos comemorando agora.

Obrigado, Cesar Maia!

O secretário geral do Comitê Organizador Rio-2016 explica como a mudança no orçamento do Pan 2007 possibilitou a conquista de 2016

RJTV 1a Edição, 06/10/2009

Carlos Roberto Osório,  secretário geral do Comitê Organizador Rio-2016, explicou sobre o orçamento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, que pulou de R$ 800 milhões para R$ 3,5 bilhões.

- O orçamento do Pan mudou porque o projeto mudou. Os três níveis do governo decidiram aproveitar o Pan para fazer instalações olímpicas pensando nos Jogos Olímpicos. É claro que um projeto de 10.000 mil lugares não pode custar o mesmo de um de 45.000. A vitória do Rio para 2016 provou que o investimento compensou. Há dois orçamentos: um para a organização dos Jogos e um para infraestrutura para a cidade poder receber os Jogos - que fica de legado para a cidade. O orçamento dos Jogos foi feito com muito cuidado. Aprendemos com edições passadas de outras sedes olímpicas e a própria experiência do Pan nos mostrou que não podemos brincar.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Olimpiadas/0,,MUL1331161-17698,00-COMITE+ORGANIZADOR+RIO+GARANTE+QUE+ATE+O+CAFEZINHO+VAI+SER+FISCALIZADO.html

A Cesar o que é de Cesar #1

por Pedro Porfírio

Se, para surfar na onda, quisermos ressaltar os efeitos positivos da escolha, como a necessidade de obras e providências que, lamentavelmente, só acontecerão por pressão externa - do contrário o povo ficaria chupando dedo - não podemos deixar de registrar a grande impostura do circo montado a partir de Copenhague.

Se alguém tem mérito, se alguém jogou todas as suas cartas para que o carioca chegasse ao orgasmo e Lula encenasse turbilhões de emoção, esse alguém deveria estar na Dinamarca, como convidado especial: falo do ex-prefeito César Epitácio Maia.

Essa política mesquinha de falsos brilhantes não tem estatura para dar a Cesar o que é de Cesar, apesar das filiações partidárias distintas e do ódio amargo que seu ex-pupilo Eduardo Paes nutre pelo criador.

Como não sou canalha e não aceita imposturas, lembro a quem interessar possa que a idéia de trazer para o Brasil os jogos olímpicos partiu do ex-prefeito já no primeiro ano do seu primeiro mandato. Isso depois de ouvir sugestões nesse sentido de João Havelange e Roberto Marinho.

Foi Cesar Maia quem comandou sozinho a batalha pelas olimpíadas de 2004. Depois, voltou à carga pela de 2012. E como conseguiu trazer para o Rio os jogos pan-americanos de 2007, contando com o apoio discreto do governo federal na hora das despesas (Sérgio Cabral alegou caixa vazia e negou fogo), ofereceu ao mundo a informação de que para a cidade do Rio de Janeiro organizar um evento esportivo dessa magnitude não é nenhum bicho de sete cabeças.

Isso que os canalhas deveriam lembrar, antes de fixar-se no relato de que "os erros de 2007 não se repetirão". Porque quem faz política com honestidade e se garante não precisa forçar carreira tentando agredir os fatos. O Pan de 2007 dissipou as paranóias que pesavam na rejeição do Rio como cidade olímpica. Que se reconheça isso, até porque não há nada mais cretino do que tentar obter dividendos eleitorais com o chapéu dos outros.

http://www.chicobruno.com.br/index.php?data=2009-10-04

A Cesar o que é de Cesar #2

por José Carlos Cataldi

Em meio à euforia da conquista da sede das Olimpíadas tenho visto o Pelé chorar, o Lula bravatear, mas não vejo ninguém falar em César Maia. Não vejo ninguém exaltar Henrique Meirelles.

Pois se há méritos na conquista, muito se deve a base implantada pelo ex-prefeito César Maia, bem como a estabilidade econômica alcançada pelo trabalho desenvolvido pelo Banco Central..

Não se pode esquecer a montagem do Pan, dos estádios que foram feitos para trazer a Copa, e, as próprias tentativas de sediar os Jogos Olímpicos. Obras de César Maia...

A escolha do Rio de Janeiro como cidade-sede da Olimpíada de 2016 foi resultado "da consolidação da estabilidade brasileira". O Presidente do BC, Henrique Meirelles foi textual: "A escolha do Rio também tem impacto econômico". Não foi divulgado, mas o Comitê Olímpico Internacional pediu especificamente a presença dele, antes de tomar a decisão de dar ao Rio a responsabilidade de sediar as competições.

Para mim, Meirelles foi o melhor condutor da economia brasileira em todos os tempos. César Maia pode figurar ao lado de Pereira Passos e Negrão de Lima, entre os melhores prefeitos que o Rio de Janeiro já teve.

De certo César vai se assustar com meu reconhecimento, pois sempre achou cáusticos meus comentários à sua administração, na CBN, na Rádio Nacional e na TVE.

Talvez agora perceba o quanto sou justo.

http://pensandovoce.blogspot.com/2009/10/cesar-o-que-e-de-cesar.html

A Cesar o que é de Cesar #3

Perspectiva Política, por Bruno Kazuhiro

Depois de diversas tentativas, o Rio de Janeiro conseguiu o que tanto lutou para obter, tendo investido, inclusive, alguns milhões de reais na empreitada.

A cidade sediará os Jogos Olímpicos de Verão, os mais importantes, no ano de 2016, tendo derrotado as outras cidades candidatas: Madri, Chicago e Tóquio.

Obviamente, o fato de o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos poderá trazer diversos benefícios para a cidade e para seus habitantes, como, por exemplo, avanços em setores como a segurança pública, os transportes e o turismo.

Contudo, é preciso que se tenha a total noção de que os trabalhos começam desde já. E isso não representa, apenas, que os esforços já dever concentrados o mais rápido possível.

Isso quer dizer também que os recursos públicos que serão gastos devem ser dispendidos com todo o critério, que a fiscalização da utilização destes recursos tem de ser firme e honesta e que deve-se buscar que as obras e as melhorias representem não só a realização correta das Olimpíadas, mas, também, a construção de um bom legado para a cidade como um todo.

Além disso, é relevante avaliar os efeitos políticos da escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

Todos os analistas têm dito que, por fortalecer Lula, a escolha do Rio poderá interpretar algum papel positivo na candidatura de Dilma Rousseff. Citam eles também que as imagens do Governador fluminense Sérgio Cabral e do Prefeito carioca Eduardo Paes serão beneficiadas.

Acontece que parece injusto, na visão deste blogueiro, que no caso das Olimpíadas 2016 seja observada a condenável e triste memória política curta do brasileiro em geral.

Ressalvadas as críticas que podem ser feitas à sua gestão no Rio de Janeiro, não se pode deixar de dizer que o grande responsável pela conquista da cidade é o seu ex-Prefeito Cesar Maia.

Foi Cesar Maia que lutou fortemente para que o Pan 2007, grande gerador da vitória do Rio e grande comprovação de que a cidade teria condições de realizar os Jogos Olímpicos, ocorresse e, com certeza, não haveria Rio 2016 se não houvesse existido o Pan 2007.

Além disso, foi Maia que inscreveu o Rio de Janeiro na competição para sediar os Jogos.

Em suma, é claro que Lula, Cabral, Dilma e Paes se utilizarão do possível cacife político que as Olimpíadas podem representar, e é até justo que o façam até certo ponto já que estes detêm suas parcelas de contribuição.

Porém, não é nada justo que não se cite Cesar Maia, um Prefeito que, se teve seus erros, possibilitou o projeto Rio 2016 com suas obras do Pan 2007.

Como sempre diz o Perspectiva, é preciso criticar o que deve ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado.
Não se pode permitir que aqueles que adentraram no grupo responsável pelos esforços pró-Rio 2016 recentemente capitalizem todos os lucros políticos, permitindo assim que aqueles que trabalharam muito no projeto sejam esquecidos e desprestigiados.

Se a memória política brasileira continuar a funcionar assim, apenas serão desestimulados os esforços e incentivadas as obras de último ano de mandato.

Sejamos justos, precisamos dar a Cesar o que é de Cesar.