por Pedro Porfírio
Se, para surfar na onda, quisermos ressaltar os efeitos positivos da escolha, como a necessidade de obras e providências que, lamentavelmente, só acontecerão por pressão externa - do contrário o povo ficaria chupando dedo - não podemos deixar de registrar a grande impostura do circo montado a partir de Copenhague.
Se alguém tem mérito, se alguém jogou todas as suas cartas para que o carioca chegasse ao orgasmo e Lula encenasse turbilhões de emoção, esse alguém deveria estar na Dinamarca, como convidado especial: falo do ex-prefeito César Epitácio Maia.
Essa política mesquinha de falsos brilhantes não tem estatura para dar a Cesar o que é de Cesar, apesar das filiações partidárias distintas e do ódio amargo que seu ex-pupilo Eduardo Paes nutre pelo criador.
Como não sou canalha e não aceita imposturas, lembro a quem interessar possa que a idéia de trazer para o Brasil os jogos olímpicos partiu do ex-prefeito já no primeiro ano do seu primeiro mandato. Isso depois de ouvir sugestões nesse sentido de João Havelange e Roberto Marinho.
Foi Cesar Maia quem comandou sozinho a batalha pelas olimpíadas de 2004. Depois, voltou à carga pela de 2012. E como conseguiu trazer para o Rio os jogos pan-americanos de 2007, contando com o apoio discreto do governo federal na hora das despesas (Sérgio Cabral alegou caixa vazia e negou fogo), ofereceu ao mundo a informação de que para a cidade do Rio de Janeiro organizar um evento esportivo dessa magnitude não é nenhum bicho de sete cabeças.
Isso que os canalhas deveriam lembrar, antes de fixar-se no relato de que "os erros de 2007 não se repetirão". Porque quem faz política com honestidade e se garante não precisa forçar carreira tentando agredir os fatos. O Pan de 2007 dissipou as paranóias que pesavam na rejeição do Rio como cidade olímpica. Que se reconheça isso, até porque não há nada mais cretino do que tentar obter dividendos eleitorais com o chapéu dos outros.
http://www.chicobruno.com.br/index.php?data=2009-10-04
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