Rio 2016 - De 1993 até o Pan 2007

Pan 2007 coloca Rio na fase final para 2016

A Cesar o que é de Cesar #3

Perspectiva Política, por Bruno Kazuhiro

Depois de diversas tentativas, o Rio de Janeiro conseguiu o que tanto lutou para obter, tendo investido, inclusive, alguns milhões de reais na empreitada.

A cidade sediará os Jogos Olímpicos de Verão, os mais importantes, no ano de 2016, tendo derrotado as outras cidades candidatas: Madri, Chicago e Tóquio.

Obviamente, o fato de o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos poderá trazer diversos benefícios para a cidade e para seus habitantes, como, por exemplo, avanços em setores como a segurança pública, os transportes e o turismo.

Contudo, é preciso que se tenha a total noção de que os trabalhos começam desde já. E isso não representa, apenas, que os esforços já dever concentrados o mais rápido possível.

Isso quer dizer também que os recursos públicos que serão gastos devem ser dispendidos com todo o critério, que a fiscalização da utilização destes recursos tem de ser firme e honesta e que deve-se buscar que as obras e as melhorias representem não só a realização correta das Olimpíadas, mas, também, a construção de um bom legado para a cidade como um todo.

Além disso, é relevante avaliar os efeitos políticos da escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

Todos os analistas têm dito que, por fortalecer Lula, a escolha do Rio poderá interpretar algum papel positivo na candidatura de Dilma Rousseff. Citam eles também que as imagens do Governador fluminense Sérgio Cabral e do Prefeito carioca Eduardo Paes serão beneficiadas.

Acontece que parece injusto, na visão deste blogueiro, que no caso das Olimpíadas 2016 seja observada a condenável e triste memória política curta do brasileiro em geral.

Ressalvadas as críticas que podem ser feitas à sua gestão no Rio de Janeiro, não se pode deixar de dizer que o grande responsável pela conquista da cidade é o seu ex-Prefeito Cesar Maia.

Foi Cesar Maia que lutou fortemente para que o Pan 2007, grande gerador da vitória do Rio e grande comprovação de que a cidade teria condições de realizar os Jogos Olímpicos, ocorresse e, com certeza, não haveria Rio 2016 se não houvesse existido o Pan 2007.

Além disso, foi Maia que inscreveu o Rio de Janeiro na competição para sediar os Jogos.

Em suma, é claro que Lula, Cabral, Dilma e Paes se utilizarão do possível cacife político que as Olimpíadas podem representar, e é até justo que o façam até certo ponto já que estes detêm suas parcelas de contribuição.

Porém, não é nada justo que não se cite Cesar Maia, um Prefeito que, se teve seus erros, possibilitou o projeto Rio 2016 com suas obras do Pan 2007.

Como sempre diz o Perspectiva, é preciso criticar o que deve ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado.
Não se pode permitir que aqueles que adentraram no grupo responsável pelos esforços pró-Rio 2016 recentemente capitalizem todos os lucros políticos, permitindo assim que aqueles que trabalharam muito no projeto sejam esquecidos e desprestigiados.

Se a memória política brasileira continuar a funcionar assim, apenas serão desestimulados os esforços e incentivadas as obras de último ano de mandato.

Sejamos justos, precisamos dar a Cesar o que é de Cesar.

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